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Afropython: qualificando profissionais negros na área de TI

No último sábado, rolou em Porto Alegre a primeira edição do Afropython. Criado e organizado por profissionais de TI e Recursos Humanos, o evento visa incentivar o ingresso e empoderamento de pessoas negras na área da tecnologia.

 

Afropython para fazer a diferença

Quem atua no meio corporativo vive diariamente em um ambiente hegemonicamente machista e branco, não raro olhar para os lados e ver um, dois, no máximo três negros – quiçá uma negra. Na área de tecnologia da informação (TI) não é diferente, a representatividade da população brasileira – atualmente composta por 54% de negros e pardos – é quase inexistente. E, foi buscando fazer a sua parte e construir um cenário diferente que sete jovens deram vida ao Afropython.

 

Da esq. para dir.: Felipe Machado, Andreza, Felipe de Morais, Amanda Vieira, Thomas Medeiros, Zalba Monteiro e Jonas Davila – idealizadores e organizadores do Afropython. Foto: Reprodução/ Facebook

 

A primeira edição

 

Com um evento voltado para mulheres e homens negros com interesse em aprender e dar os primeiros passos na área da programação, os organizadores buscaram na força da sua causa: patrocinadores, treinadores, parceiros e apoiadores para sua realização.

“O AfroPython deseja ser uma iniciativa marcante: para quem faz e para quem participa. E queremos somente marcas positivas e felizes, já que as razões que nos unem, historicamente, não são tão nobres: somos a maior parte da população e não vemos esse dado refletido no mercado de trabalho, especialmente nas empresas de Tecnologia da Informação no Brasil.” Organização AfroPython

Organizadores e treinadores reunidos para a realização do Afropython. Foto: Reprodução/ Facebook

 

Nós estivemos lá, Diego fez parte da equipe de treinadores e eu fui assistir de perto esta baita iniciativa. E foi foda. Em um sábado nublado, ver mais de 40 pessoas reunidas – entre alunos sedentos por conhecimento e, profissionais da área solícitos e engajados, foi demais. Saí de lá extasiada, feliz e orgulhosa. Orgulhosa do Diego, da Amanda, do Felipe, da Deza e de todos que estavam lá – de quem eu conhecia e de quem não conhecia, querendo abraçar todo mundo e apertar!

 

Da esq. para dir.: Diego, Felipe Machado, Andreza, Eu (Aldren Flores), Felipe de Morais, Amanda Vieira, Thomas Medeiros, Zalba Monteiro e Jonas Davila

 

E na real é isso que faz sentido no final do dia, quem dera a gente poder acordar um dia e não precisar fazer um Afropython, uma +afro ou qualquer iniciativa que vise a equidade racial e/ou de gênero. Mas, enquanto este dia não chega, vamos em frente!

Um agradecimento especial às empresas que contribuíram para este dia incrível:

Senac RS
TAG – Experiências Literárias
Python Software Foundation
Umbler
Ilegra
HP
ADP Poa
Charlie Brownie
Globo.com
DBServer
3tons de Preto
KingHost

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